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Cidade do Huambo comemora hoje 105 anos de existência - Portal Vany Musik



Por Estevão Ngundia
 
A cidade do Huambo comemora hoje 105 anos desde que lhe foi atribuída essa categoria pelo então governador-geral da província portuguesa de Angola, general Norton de Matos.

O Huambo ascendeu à categoria de cidade através da portaria número 10.40, assinada por Norton de Matos a 8 de Agosto de 1912, para ser elevada 43 dias depois do despacho oficial.

A cidade não nasceu de uma aldeia ou de um povoado que foi crescendo, mas sim em consequência do acampamento dos trabalhadores ferroviários. Aliás, a criação oficial da nova cidade, a 21 de Setembro, coincidiu com a realização da primeira viagem do comboio dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), no ano em que foi concluída, levando a bordo Norton de Matos de Benguela para o Huambo, facto que marcou a abertura oficial da linha férrea.

O Huambo é uma cidade e município de Angola que é a capital da Província do Huambo.

A cidade teve a designação oficial de Nova Lisboa entre 1928 e 1975. O município tem 2 609 km² e cerca de 1 204 000 habitantes. É limitado a Norte pelo município do Bailundo, a Este pelo município de Tchicala-Tcholoanga, a Sul pelo município do e a Oeste pelos municípios de Caála e Ekunha. É constituído pelas comunas de Chipipa, Huambo e Kalima.
É a 2ª cidade mais alta de Angola, perdendo somente para Lubango que fica ao sul da mesma.

Clima

Está localizada sobre um Planalto acima de 1774m de altitude e possui um clima Tropical de Altitude tipo Cwb ou Clima Oceânico Cwb. Caracterizado por verões húmidos e mornos, com noites amenas e dias relativamente quentes e invernos secos com dias amenos e noites relativamente frias. É a 2ª cidade mais fria de Angola perdendo somente para Lubango que é um pouco mais alta que Huambo e está a 2º graus ao sul da mesma.

História

Durante a construção da linha da Companhia do Caminho de Ferro de Benguela, concebido para drenar os minérios da rica região do Catanga para a costa do Atlântico, estando o acampamento do empreiteiro Pauling estabelecido cerca do km 370, começou a ser aí recebida correspondência, vinda de Inglaterra, endereçada a "Pauling Town - Angola". É necessário referir que este acampamento era, na altura, o único aglomerado populacional digno desse nome que então existia na região do Huambo. O General Norton de Matos, ao chegar a Luanda para ocupar o mais alto cargo da então Colónia de Angola, teve conhecimento dessa ocorrência e, para marcar bem o domínio português na Província do Huambo, deu ordem aos Correios para devolverem, com a indicação de "destino desconhecido", toda a correspondência com a direcção "Pauling Town".

Norton de Matos procurou, nos pobres mapas de então, qualquer coisa que lhe sugerisse um nome; só encontrou a referência a um pequeno Forte do Huambo (Cabral Moncada, criado por Portaria nº 431,de 20/09/1903), onde se tinham praticado feitos heróicos; este forte situava-se próximo do km 365, do lado esquerdo da linha, a cerca de 2 quilómetros desta. Essa representação foi o bastante para lhe indicar a magnífica posição geográfica, política económica e militar do futuro Centro Ferroviário, a que deu o nome de Cidade do Huambo, por Diploma Legislativo de 8 de Agosto de 1912, que se viria a criar ao km 426.

Logo a seguir à criação da cidade do Huambo, a Portaria Provincial 1086 de 21 de Agosto de 1912, proibiu a construção de casas de adobe, pau-a-pique ou outros materiais semelhantes na cidade de Huambo. Em 1928, o então governador Vicente Ferreira mudou-lhe o nome para Nova Lisboa e fez publicar em boletim oficial a designação da cidade como nova capital de Angola. Contudo, tal nunca passou do papel.

O CFB deu à estação da Caála o nome de Robert Williams, para prestar uma merecida homenagem ao homem que concebeu e realizou todo o empreendimento que tornou possível a drenagem dos minérios do rico Catanga para o oceano Atlântico, o que só aconteceu depois de 1929, em data que não é possível precisar. O mesmo sucedeu com a estação de Calenguer, que passou a chamar-se Guerra Junqueiro por, do lado direito da linha férrea, existir um morro que parecia a estátua jacente desse poeta português.
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