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Espaço Amigos da Literatura: "Crónicas da minha banda" De João Angelino - Portal Vany Musik


Por: João Angelino
Revisão: Izilda Jjorge

Texto: Crónicas da minha banda
Num desporto literário, num instante artístico, entimavamo-nos num futebol com jogadores ilimitados, diante do olhar atento do antigo professor de Literatura portuguesa, o senhor Humberto Negrine. 

Já era Sexta-feira, o Sol estava à se pôr, já eram horas de lavar - se e sentar ao lado dos velhos para ver o noticiário do país, telejornal é o que mais assistíamos. Não havia ainda a famosa Zap tão pouco a Destv. 

Nós com calções furados atrás, chutávamos bolas de saco nas balizas de pedra. Éramos felizes inocentes. Nós não sabíamos da tamanha felicidade que pairava no nosso meio. 
Quando o famoso Crack Rodino efetuou um remate colocado. Lá corríamos nós alegres, era golaço. 

O senhor Negrine viu o cenário, em tom de alegria disse. 
- Grande poesia! 
Exclamou o Kota. 
Percebi a reação do Kota e mandei uma dica. 
-Papoite, apreciaste o Mambo? 
-Vi, meu puto, é realmente uma poesia! 
Parai de correr atrás da bola de saco e perguntei. 
-Como assim, uma poesia, mó Kota? 
Caminhei em direção ao Kota e batia com a mão esquerda no meu calção furado, saiu muita poeira. Só quem cresceu na banda sabe desse mambo, são detalhes da banda e da nossa terra. 

O Coroa cruzou as mãos, flertiu o pescoço e baixou a cabeça, olhou - me fixamente e disse: 

-Mó puto, poesia é, na realidade a qualidade presente em certos artefactos culturais, capaz de despertar o sentimento do belo e provocar o encantamento estético, ou seja toda produção intelectual, seja ela oral, escrita ou até mesmo técnico capaz de despertar o sentimento do belo e provocar o encantamento estético é poesia. 
-Então um som que me kuia bué, também é poesia? 
-Como já o disse, tudo o que desperta o sentimento do belo e provoca o encantamento estético é puramente uma poesia. 

Depois de ouvir isso, fiquei atônito, queria ir jogar, mas as dicas daquele papoite eram bué conscientes. Queria bazar jogar mas antes ousei em perguntar. 
-Kota, poema então é o quê? 
O Kota olhou - me bem nos olhos, com um semblante pasmado, respirou percuciente e disse.
FIM CONTINUAÇÃO.


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