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Espaço Amigos da Literatura: "A Máscara do Desejo" Por João Angelino - Portal Vany Musik


Por: João Angelino
Revisão: Estevão Ngundia

A MÁSCARA DO DESEJO
Estava frio, muito frio, os lençóis e até mesmo as mantas não cumpriam suas missões, um cigarro resolveria, aliás, eu nem fumo, mas lembrei também que ela chama a morte rapidamente, a vida é curta, todo cuidado então é pouco. 
No silêncio da solidão, ouvi baterem a porta, curioso levantei. 

-Quem é? 
-Sou eu. 
-Sou eu!? 

Aturdido fiquei. Será que não entendeu o que perguntei. 
Mas entendo, às vezes falamos o que nem sabemos. 
Abri calmamente a Porta como quem esperava por uma visita. 
Ela com um sorriso meio amulfanhado, com semblante promissor, corpo trémulo, olhar de desejo ardente, ela queria, desejava-me, estava atrás de mim a tempo, outro dia viu-me banhar no terraço na água bondosa da chuva. Ela percucientimente escondida atrás do desejo sexual. Estava excitada, quando tentei proferir um "olá", a língua dela já estava sobre a minha, a sua mão sob minha orelha e atrás da cabeça, com respiração profunda, desejo ardente, com pressa de ir onde não se vai. Só se faz. Sons agudos surgiram, sussurros, uhum, aí... 

Eu precisava só de calor, mas a vida é mais gostosa quando temos também o que queremos. As minhas calças levantavam na parte frontal, como uma cobra que desperta-se as pressas. Ela empurrou - me com toda força feminina, que na hora da irracionalidade não é nada pouca coisa, cai sem jeito de proteção, ela sussurrou diabolicamente 
-Hoje te quero, te desejo!!! 

Qualquer palavra naquele momento é verdadeiramente verdadeira, pois convence, instiga a excitação. Estava louco de desejo, não falava, olhava só, era a máscara do desejo. Tirei-a a blusa, uau!!
Exclamei. 

-Seios gostosos. 
Toda expressão naquele exato momento é gostoso, até a chapada. 
Beijos, beijos, beijos, nem os espíritos intercetariam aquele momento milagroso. Aquele momento é o expoente máximo da vida. 

No silêncio do desejo e da respiração profunda, nos gemidos do aí, vai, com força, avança... 

Batiam a porta, droga, estragaram a "micha". 
-Oi amor, sou eu! 

Era a minha dama, estava a chegar das compras. 
Ela é alguém muito explosiva, enervar - se facilmente, bate pá camba, já fomos parar muitas vezes na OMA e até mesmo da DPIC
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