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Espaço Huambo Yetu: João Pedro, Fala sobre «A situação de Energia Eléctrica e combustíveis no Huambo» - Portal Vany Musik


Por: Izilda Jorge
Supervisão: Aleluia Jaka

João Pedro, Director da Rádio Huambo fala sobre "A SITUAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA
E COMBUSTÍVEIS NO HUAMBO"

A Publicação foi feita pelo mesmo na sua conta oficial do  Facebook.


Se a memória não me atraiçoa na última sexta-feira (22.12.2017) o Conselho de Administração da SONANGOL em comunicado distribuído e divulgado em Luanda pelos órgãos de comunicação social, informou que o nosso país não está a enfrentar actualmente nenhuma crise nos combustíveis.

Segundo ainda o comunicado do Conselho de Administração da SONANGOL o grande e maior problema na distribuição de combustíveis que é conjuntural a nível nacional, reside tão-somente nas vias rodoviárias.

Para o Conselho de Administração da SONANGOL, o estado actual das estradas nacionais, na sua maioria em avançado estado de degradação é o factor principal que impossibilita a distribuição pelo país dos combustíveis ou que interferem o mesmo chegue ao destino com regularidade aceitável e dentro dos prazos. Este factor impossibilita igualmente que algumas províncias consigam acondicionar quantidades aceitáveis no sistema de reserva.

Apesar dos troços rodoviários que dão acesso a província do Huambo, nomeadamente Luanda-Dondo-Waku Kungo-Huambo ou Luanda-Sumbe-desvio do Lobito-Huambo estarem a beneficiar de obras de recuperação do seu traçado, a CONTA GOTA e dentro dos argumentos apresentados pelo Conselho de Administração da SONANGOL, os combustíveis chegam a província do Huambo.
E as perguntas: Em que quantidades? Quanto tempo demora a sua utilização quer para abastecer os sistemas de fornecimento de energia eléctrica, viaturas e as poucas unidades fabris ou micro-industrias que o Huambo possui? Na verdade observando o quadro desse jeito e num prisma de muitas precariedades os combustíveis chegam para muito pouco.

A explosão demografica que o Huambo regista com a proliferação de muitos bairros e o aumento exponencial do seu parque automóvel, conjungado com a distribuição dos combustíveis em níveis precários, pelas razões apontadas pelo Conselho de Administração da SONANGOL, tornam a situação num quadro menos bom.

O CASO DO HUAMBO

Para minimizar o quadro que a província vive em termos de fornecimento de energia eléctrica e a responder ao contacto permanente que mantém com a população, nos últimos 15-10 dias, o governador João Baptista Kussumua, chamou a mesma mesa todos os responsáveis ligados ao sector de energia para diagnosticar e encontrar a melhor saída para o fornecimento/distribuição da luz eléctrica.

Ao chamar os responsáveis da direcção provincial de energia e águas, PRODEL E ENDE o governador realizou com o sentido de missão. O encontro visou junto das estruturas afins traçar um quadro que apesar de precário possa contemplar a contento a energia eléctrica a todos os cidadãos desta região.

Na visão do governador João Baptista Kussumua, muito embora o combustível que a província recepciona não é o ideal, mais o disponível é possível com uma programação bem direccionada com fases alternadas, através dos números disponíveis, a PRODEL e a ENDE procederem uma melhor distribuição.

E não é por acaso que junto das Direcções destas empresas, o governador João Baptista Kussumua, transmite amiúde orientações para que o quadro melhore substancialmente em termos de distribuição.
AS FONTES DE ENERGIA

Definitivamente a Barragem Hidroeléctrica do Gove é uma infra-estrutura que está inoperante. A água aprovisionada na albufeira não permite que gere energia eléctrica. Preocupado com o quadro dessa situação, o governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua e alguns responsáveis de departamentos da administração local, sobrevoaram de helicóptero demoradamente toda a orla que abastece a albufeira do Gove.
A análise primária que se pode fazer é que a ausência de chuvas está na origem do abaixamento e concentração de pouca água na albufeira do Gove.

Se por um lado, assistimos de forma intermitente que a cidade do Huambo, conhece algumas quedas pluviométricas, em regiões como a Chicala Choloanga, Cachiungo, Chipipa, Calima, Ecunha e até mesmo Caála, as chuvas são praticamente nulas.

São os rios que compõem estas regiões que abastecem e complementam ás águas do rio Cunene, que vão dar até a albufeira do Gove, que suporta o fornecimento de energia eléctrica a barragem com o mesmo nome, situada na comuna do Cuima, município da Caála.

A vista área proporcionada ao governador João Baptista Kussumua e sua equipa, possibilitou igualmente descartar a possibilidade que existem muitas fazendas que construíram barragens em rios que desaguam no rio Cunene ou albufeira do Gove. Está possibilidade numa primeira avaliação está descartada.
RESULTADO: Está a chover pouco no Huambo e a albufeira da barragem hidroeléctrica do Gove, não tem água.
SOLUÇÕES IMEDIATAS.

No plano governamental, João Baptista Kussumua vai continuar a dialogar com as estruturas afins ligadas a produção e distribuição de energia eléctrica (PRODEL E ENDE) para que dentro do racionamento existente, se proceda uma melhor alimentação de energia ao Huambo, enquanto se aguarde que o Conselho de Administração da SONANGOL encontre saídas para fazer chegar os combustíveis em níveis aceitáveis em todo o país. Para o caso do Huambo esse combustível é necessário para o abastecimento das Centrais Térmicas do Belém e do Benfica.

Numa primeira análise, a solução energética para a província do Huambo, é a linha de distribuição que chega até ao Huambo, vinda da Barragem Hidroeléctrica de Laúca, cujos trabalhos já estão em curso e, em fase muito adiantada.

Segundo previsões dos responsáveis se não existirem problemas técnicos operacionais e financeiros, a data indicativa para Laúca abastecer energia eléctrica ao Huambo é Dezembro de 2018. Atenção: data indicativa.
Aliado a este factor, e dependendo dos custos, pode-se comercar já a pensar ou desenhar um projecto que visa o fornecimento de combustíveis a Central Térmica do Belém com recursos mais avançados.
Para que esse pressuposto se efective em níveis aceitáveis, muito embora os custos serem altos, pode-se estruturar um projecto, que a partir do Dango ou Belém, se crie uma ramal do Comboio do Caminho-de-Ferro de Benguela que deia directamente a Central Térmica.

Uma vez levado a letra em termos de projecto o terminal do CFB construído no traçado DANGO-CENTRAL TÉRMICA DO BELÉM, vai melhorar/resolver o abastecimento de combustíveis pois, poderá ser feito por 12 ou 24 vagões numa única carreira, situação que vai proporcionar mais Luz Eléctrica e em condições aceitáveis ao Huambo.

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