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Espaço Amigos da Literatura: «O Erro da ajuda» Por João Angelino - Portal Vany Musik


Por: João Angelino
Revisão: Izilda Jorge
 
-Boa tarde tia! 
-Boa tarde sim... 
-Ajuda - me só com pouco só de pão ou água para beber, não como à três dias, estou muito fraco, ajuda - me só. 

-De onde vens? 
-Venho de lado nenhum, vivia com um tio, aqui mesmo na República popular do Esquecimento, ele expulsou - me de casa. Agora não tenho onde dormir, o que comer nem o que vestir.

A senhora olhou bem para mim viu-me mesmo muito bem, eu estava com os cabelos grandes e estufalhados, barbas desorganizadas, com o corpo trémulo, os olhos estavam lá no fundo, eu parecia alguém já morto vivo que procura apenas onde cair vivo morto. 
A senhora queria perguntar-me porque o meu tio expulsou-me, mas tendo analisado o meu estado físico, preferiu em engolir em checo toda dúvida. 
E apenas perguntou-me. 
-Onde está tua mãe? 
-É falecida. 
-O teu pai? 
-Morreu. 
-Os teus irmãos? 
-Não os conheço. 
A senhora deitou lágrimas, olhou - me bem nos olhos. 
Tirou um panuzinho e limpou seu rosto. Fico muito triste. 
Depois de limpar - se, ergueu a cabeça, articulou o pescoço e disse :
-está bem. Eu o ajudo. 
-Muito obrigado, muito obrigado! 
-Vem para conhecer minha casa.
-Está bem, está bem. 

Depois de longas conversas e caminhadas, chegamos em sua casa. Uma casa pintada à verde fora, cor à laranja dentro, em algumas paredes a cor branco. 
Todas estas pinturas estavam fuscas, no tecto era possível ver cores à preto talvez porque cozinhava no fogareiro. 

Era uma casa humilde, duma pessoa humilde, que leva uma vida humilde. 
Ela tirou um banco da sala, daquele tipo que só se usa no Quimbo. 
Em seguida disse - me:
-filho, sinta - se em casa. 
Foi até a cozinha, trouxe um copo de kissangua de bumby. 
-Beba filho. 

Recebi avidamente aquele copo do vinho da fome, intornei aquela jatona toda em segundos. Senti o mundo a colorir. Senti o ar. 
De repente alguém entrava. 

Quando virei os meus olhos para ver. 
Era uma menina fascinantimente lindíssima, ela é beldade, é tão linda que parece alguém que só come flores. Tão logo que viu - me sorriu. 

Era o sorriso mais lindo que já havia visto. A emoção era tão forte que fiquei com a boca toda aberta, até que ela aproximou - se e disse :
-olá, sugiro a fechar a boca. Pode entrar moscas! 
Não me senti nem tão pouquinho ofendido pela asserção dela. 
Antes que tivesse respondido chegou a senhora e disse :
-Esta é a Ana, minha filha. 

-olá novamente. 
Disse - me a Ana. 
Aquela menina parece um presente de Deus para os humanos. É maravilhosamente esplêndida, tem uma voz magnífica.
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