Header Ads


Espaço Amigos da Literatura: «E se toda a sua vida fosse baseada numa mentira?» - Portal Vany Musik


Por: João Angelino
Revisão: Izilda Jorge

Acabávamos de chegar do casamento da minha prima.
Estávamos muito felizes porque tudo lá correu bem e porque tudo lá fez-nos lembrar -se do nosso próprio casamento.

O meu marido é um cara meio exótico, de pouca fala, observava mais do que falava, estava sempre em trabalhos de reflexão. Estávamos casados há quinze anos.
Assim que chegamos em casa.

Ele chamou-me ao quarto, olhou atentamente para mim, pegou a minha mão esquerda. Senti uma conexa eléctrica muito forte, parecia que ele tinha algo para me dizer, observou -me nos olhos e perguntou:

-Sabe porquê te amo?
Na verdade nós já vivíamos quinze anos juntos, ele nunca elogiava os meus afazeres, a minha beleza, os meus sacrifícios. Ele praticamente não falava. O que havaria eu de responder-lhe?

Apenas suspirei profundamente, o meu coração acelerou o batimento cardíaco. O meu subconsciente orientou a manter -se calma e calada. 
Então ele continuou dizendo:

-Te amo, porque você se importa comigo, cozinha pra mim, liga pra mim, beija-me freneticamente com toda força e vontade, não tens medo de continuar a dividir tua vida comigo, te amo, porque você faz-me sentir-se especial, único e irrepetível. Alimentas as minhas paixões, entendes-me. E é por estes todos motivos que reúno hoje coragem para revelar-te um segredo de confissão. 

Meu coração salpicou, minha emoção saio do corpo humano,a respiração aumentou. Mas todo esse tempo vivemos numa mentira?
-Eu quero, ou seja, eu preciso que você me entenda. 
Apertou -me a mão, leventou o meu queixo e continuou:
-Você tem um senso incrível de percepção, e eu peço encarecidamente aplique-o depois de eu te contar. 

Aproximou-se mais para mim.
-Na verdade, você é que sabe o que vais fazer comigo, se vais queixar-me onde quer que seja ou se vais permanecer comigo.
-Falo logo, não aguento mais esse tempero palavreado.
-Espero que me compreendas e me perdoes.
Afastei bruscamente e comecei imediatamente a sentir medo . O que há com ele afinal.
-Ouça querida, você é... És minha irmã.
Eu fingi não ter entendido bem isso aí.
-O quê!!??

Com um olhar desesperado .
-Querida admita -me explicar melhor.
-Explicar o quê!? Seu Mostro.
Os meus olhos enchiam -se de lágrimas e eu abanei a cabeça, incapaz de falar. Atirei-me aos gritos.

-O que disseste? Diga-me...
Ele tentou pegar-me.

-Solta-me! Exijo que me explique bem isso.
-Bem querida... eu também não sabia, o teu pai... Ou seja, nosso pai tinha duas mulheres, uma das quais era a minha falecida mãe. 
-O quê? 

A minha voz tremeluzira de raiva.
Com tecnologia do Blogger.