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Espaço Amigos da Literatura: «Morte Preguiçosa» - Portal Vany Musik

Por: João Angelino
Revisão: Estevão Ngundia

 
Estive no meu canto, na ocasião do aniversário do primo do meu amigo.
Todo mundo bailava , uns com cucas, outros super bock, anda uns bem fingidos bebiam gasosa, como se não quisessem cervejas.

Apenas estevi a prospectar o desenrolar da festa.
Ao fim de alguns instantes, o aniversariante venho até mim.
Eu adiantou dizendo:

-És o único que ainda não desejou-me feliz aniversário!
-Queira desculpar-me por isso, não sou uma pessoa muito social . Sempre acreditei que o mais importante não é o número de aniversários, mas a experiência que aprendemos com cada uma delas. Desculpa -me mesmo pela indelicadeza.
-Não, sem problemas. Percebo perfeitamente. A propósito, como está o seu relacionamento com o Tcheque?

Ele preguntou -me, porque eu vivia com o Tcheque, primo dele.
Era um madié, supostamente boa pessoa que acolheu-me depois de eu ter sido expulso da casa do meu tio.

Ele prontificou-se a ajudar-me.
Mas por alguma razão, o meu tio ia ter com ele e o obrigou a deixar-me na rua. Eu percebia que alguma coisa não estava bem pelo modo como ele me olhava, sempre que chegasse em casa, reparava em tudo, na dispensa, nos guarda -roupas, era muito estranho o comportamento dele. Eu estava numa incógnita de número infinito.
Não sabia se pudia falar com ele, guardar aquilo dentro de mim ou se contava-o em alguém.

Só sei que estevi realmente a morrer de forma muito preguiçosa.
Aquela pergunta era uma ótima oportunidade para sair daquela corrente da alma.
Mas eu pensava que o melhor seria não dizer-lhe, tal como dizem por aí, roupa suja lava-se em casa. Então acabei respondendo:

-Temos um relacionamento normal, como qualquer outro.
-Não precisa mentir para mim. Eu também não gosto dele. Você não tem visto que vou lá pouco?Ninguém o aprecia na família. Eu até tenho uma admiração especial por ti porque és o único que está conseguindo viver com ele muito tempo.

Queria mentir-lhe, mas percebi que ele estava do meu lado, então disse:
-Na verdade, o nosso relacionamento não está nada fixe... Ele é muito meticuloso. Exótico, complicado. Repara nas coisas, pergunta muito, faz-me perguntas muito estranhas...
Falei mil ou outras coisas e no final senti-me extremamente aliviado.

Depois de muitas badaladas. Fomos em casa. Ele atiçou mais perigosamente o seu olhar, entrou no quarto, tirou um colchão, um lençol, esticou as mãos entregando-os a mim, por conseguinte, disse:

-Quem fala mal de mim, não é meu amigo, portanto, procura onde vais dormir. Na minha casa você não vai dormir. Saí daqui!...
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