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Espaço Amigos da Literatura: "O Milagre" Por João Angelino - Portal Vany Musik


Por: João Angelino
Revisão: Estevão Ngundia

Naquele dia eu vinha do ginásio, eram 22h:00, tive quase a plena certeza que era muitíssimo tarde.

Ao início de uma rua estreita, vi de lá ao longe, cinco jovens, eram todos de forte Atlético, pareciam que levantavam ferros, eram grandes.
Confesso que tive medo. Mas como era uma rua que também circulavam pedestres, então fiquei relaxado. Sabia que a qualquer altura poderia passar alguém e podíamos avançar juntos.

À 3 anos atrás, aquela rua era conhecida porque matavam pessoas. Os vizinhos ao lado ouviam tiros durante a noite, gritos de pessoas e as manhãs encontravam cadáveres e os bandidos tinham o estranho hábito de tirar toda roupa das suas vítimas, o insólito mesmo é que eles não levavam , aquilo parecia uma afronta ou um desafio exótico diante da polícia, era muito nefasta aquela situação. Segundo as autoridades locais aqueles assassinatos coexistiam por falta de energia eléctrica e iluminação pública.

Em três longos anos naquela situação o Governo entendeu colocar iluminação pública.

Voltemos a minha situação...
Eu estava andando devagarinho, de modo a não ser percebido.
Só que de repente o Vany liga-me. Todos eles olharam para mim, eu usava um iphone 7, que tão logo que o Vany ligou -me ela começou acender o flash, prontos, aquilo chamou mais a atenção deles.

Continuei a caminhar, estevi delirante de frio por todo corpo. A sensação de que te vão roubar e até podem te matar, não se engole, até as unhas morrem de medo. Estive a tremer. Só existia uma forma de passar ali, seria mesmo indo mesmo directamente para eles. 

Então preparei -me para correr, mas depois pensei {e se eles tiverem revólver? Podem atirar-me pela costa... E se eles correrem mais que eu?} Agora mesmo é que o medo aumentava. Então decidi mudar de calçada. Fui para a calçada do lado direito. Assim que estive cinquenta metros deles, ficou tudo escuro, a luz foi-se. Caramba, tudo ficou rijo. Continuei a caminhar em passos meios largos. O coração batia vinte vezes mais rápido que o curso normal. Quando virei os meus olhos para eles, eles estavam atravessando para ir exactamente na calçada onde eu iria passar, com certeza era para me interpelaram.

Caminhei e eles estavam todos firmes na minha frente, vinte metros. Eu queria só já entregar-lhes o telefone e pelo menos sair com vida. Correr já não dava, eles estavam muito próximo. Quando me aproximei mais, a luz restabeleceu e vi patrulha da polícia a aproximar-se. Eles espalharam -se e começaram a caminhar como se nada tivesse presta a acontecer.
Acelerei os passos e consegui passar dali. Tive vontade de orar.
Aquilo parecia mesmo um milagre!
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