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Espaço Hip-Hop Huambo: "A Origem Do Hip Hop" Por Capingala Mc - Portal Vany Musik

Por: Valdimiro Lourenço
Texto: Capingala Mc

Significado Sigla Hip Hop 

H————High 
I————-Infinite
P————Power 
H————Help 
O———-Oppressed
P———-People

Auto Poder Infinito De Ajuda aos Povos Oprimidos
O Hip Hop enquanto cultura urbana surgiu na periferia de Nova York, entre as comunidades caribenhas, afro-americanas e latino-americanas na década de 1960. O contexto social era de violência e criminalidade nesses bairros, e a única forma de lazer possível para os jovens era nas ruas. Eles encontraram na música, poesia, dança e na pintura uma forma de manifestação de sua realidade e contestação.

Por lá existiam festas de rua com equipamentos sonoros ou carros de som muito possantes chamados de Sound System (carros equipados com equipamentos de som, parecidos com trios elétricos). Os Sound System foram levados para o Bronx, um dos bairros de Nova Iorque de maioria negra, pelo DJ Kool Herc, que com doze anos migrou para os Estados Unidos com sua família. Foi Herc quem introduziu o Toast (modo de cantar com levadas bem fraseadas e rimas bem feitas, muitas vezes bem politizadas e outras banais e sexuais, cantadas em cima de reggae instrumental), que daria origem ao rap.

Neste contexto, nasciam diferentes manifestações artísticas de rua, formas próprias, dos jovens ligados àquele movimento, de se fazer música, dança, poesia e pintura. Os DJs Afrika Bambaataa, Kool Herc e Grand Master Flash, GrandWizard Theodore, GrandMixer DST (hoje DXT), Holywood e Pete Jones, entre outros, observaram e participaram destas expressões de rua, e começaram a organizar festas nas quais estas manifestações tinham espaço - assim nasceram as Block Parties.

As gangues foram encontrando naquelas novas formas de arte uma maneira de canalizar a violência em que viviam submersas, e passaram a freqüentar as festas e dançar break, competir com passos de dança e não mais com armas. Essa foi a proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o padrinho da cultura hip-hop, o idealizador da junção dos elementos, criador do termo hip-hop e por anos tido como "master of records" (mestre dos discos), por sua vasta coleção de discos de vinil.

DJ Hollywood foi um DJ de grande importância para o movimento. Apesar de tocar ritmos mais pop como a discoteca, foi o primeiro a introduzir em suas festas MCs que animavam com rimas e frases que deram início ao rap. Os MCs passaram a fazer discursos rimados sobre a comunidade, à festa e outros aspectos da vida cotidiana. Taki 183, o grande mestre do Pixo, fez uma revolução em Nova Iorque ao lançar suas "Tags" (assinaturas) por toda cidade, sendo noticiado até no New York Times à época. Depois dele vieram Blade, Zephyr, Seen, Dondi, Futura 2000, Lady Pink, Phase 2, entre outros.

Em 12 de novembro de 1973 foi criada a primeira organização que tinha em seus interesses o hip hop, cuja sede estava situada no bairro do Bronx. A Zulu Nation tem como objetivo acabar com os vários problemas dos jovens dos subúrbios, especialmente a violência. Começaram a organizar "batalhas" não violentas entre gangues com um objetivo pacificador. As batalhas consistiam em uma competição artística.

O fundador do hip hop teria sido Clive Campbell, ou DJ Kool Herc. O primeiro ev
Outra data que é marco na história do hip hop é o dia 12 de novembro de 1973, dia da fundação da ONG Zulu Nation que promovia a cultura hip hop como forma de manter os jovens longe do crime e da violência.

Aos poucos a poesia na música, representada pelo rap, ganhou o espaço nas discotecas, que até então não cansavam de tocar os hits da era disco. As duplas de DJs e MCs ganhavam destaque e travavam competições entre si, as batalhas de rap, feitas só pela manifestação cultural e sem conotação de violência. O grafite nos muros era a expressão da pintura na cultura hip hop, e o break era a dança que saía das ruas para as festas em toda a cidade.

As batalhas artísticas, juntamente como estilo próprio de se vestir e de existir, foram elementos norteadores para que o hip hop buscasse a autovalorização dos jovens negros americanos”. Dessa forma, “mais que diversão e moda, o hip hop constitui-se em um movimento antiviolência, antidrogas e antiexclusão”. Esses jovens “lutava pela ascendência do negro que estava em uma situação de exclusão econômica, educacional e racial. Através de atividades culturais e artísticas, buscava refletir e transformar a realidade em que viviam”.

Nesse sentido, hip hop se consolidou como forma de protesto que busca melhorias ao excluído social. Esse jeito de fazer política e reivindicações, fez do hip hop uma manifestação que ultrapassou as fronteiras dos EUA e atualmente se faz presente em praticamente em todas as periferias urbanas do mundo.

A cultura Hip Hop é um estilo de vida. É viver de forma diferente, interessante e produtiva. No Hip Hop tem aquela coisa de união, de um ajuda o outro, de dar uma força. Fazer parte da cultura Hip Hop é como fazer parte de uma família mesmo. (DJ Nezo) SOUZA, J.; FIALHO, V.; ARALDI, J. Hip Hop da rua.
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