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Espaço Amigos da Literatura: "A Camisinha" Por João Angelino - Portal Vany Musik

Por: Estevão Ngundia
Revisão: Valdimiro Lourenço


-Pára amor!
-Uhum, agora não. Vá lá amor, deixa-me apagar tuas chamas.
-Pára imediatamente! 
Afastei-me imediatamente, surpreso e sem roupas, completamente excitado.
-Mas o que foi?
-Não, não quero! Se me amas de verdade, respeite a minha decisão.
-Mas, você ...
Ela começou a vestir-se, então interrompi a minha asserção. O meu subconsciente indagou-me 'mas porquê ela reagiu assim? Será o meu pénis tão grandioso assim que a assustou? Será? '
-Devo ir! 
Apesar de estar repleto de vontade, tinha mesmo que entenda-la. 
-Vamos, eu acompanho-te...
Olhei para ela, alguma coisa me dizia que ela estava passando mal por dentro, será que me tem traído? Nós nunca tentamos sequer fazer sexo antes, hoje seria o tão esperado primeiro dia, sem sucesso. O que há de errado com ela, afinal?
-Querida, você não acha que seria bom se me contasses, o que se passa, exatamente?
Ela olhou-me direitinho nos olhos, respirou profundamente e disse:
-Você é incapaz de me perceber.

Confesso-vos amigos da literatura que eu não estava a entender absolutamente nada. Porquê razão ela acha-me incapaz de percebê-la?

Ela é uma mulher determinada, séria, com um forte compromisso com a moralidade. Sempre que quer alguma coisa, ela fala-me e luta arduamente para conseguir. Ela é independente, sempre luta para sua realização pessoal, sempre apostou na formação Académica e técnico -profissional. 
Duas semanas depois.

Estevi no Hotel Ekuikui primeiro. 
Sentado no sofá da receção a ler o jornal O PAÍS, para abalizar-me com as manchetes do dia.
Ela, num vestido a cor rosa, tão bonita que parecia alguém que come flor e banha com leite. Tão linda que parecia que não pisa no chão. Ela é perfeita, obra prima de Deus.
Levantei -me imediatamente, beijei os lábios lindos daquela garota. Levei-a até à um dos bons quartos suítes daquele hotel confortante.

Já no quarto suíte, ela sentou-se na cama, enquanto eu pousava o casaco. Quando virei -me para a ver... Meus amigos, vocês não vão crer no que vi. Ela era tão sexy, que parecia uma deusa da beleza. A sua cueca vermelha, marcava -se todo. Aquilo fez-me crer que Deus a desenhou mesmo, e que todos nós somos produtos dos garimpos do Diabo.
Encostei calmamente nela, peguei-a na bochecha, comecei por beija-la no pescoço, com calma, na orelha, com mais calma, nos lábios, baixei-a o vestido, nos seios, ela estava frenética, excitada, com um olhar estranho, gemia, uhum, aí, ah, uii...
Estevi muitíssimo excitado, tirei completamente o vestido dela, baixei-me mais em direção a sua vagina, tirei suas cuecas com a boca, calmamente e aí, ela com gemidos, disse.
-Não, pára, não posso!

Amigos, fiquei enfurecido. É difícil quando a gente deseja algo por muito tempo e sem justificações aplausíveis alguém nos impede. O homem tenta, apesar das falas.
-Não, pára imediatamente.

-Mas o que se passa? Porquê isso ? Porquê é sempre assim?
-Querido, desculpa -me. Mas não podemos.
Começou imediatamente a vestir-se.
Eu fiz a mesma coisa.
Ela saio imediatamente dali. Teve muita pressa. 
Duas horas depois, enviou-me uma mensagem.
"Querido, peço desculpas por todo constrangimento que o tenho causado. Não é por maldade que não me envolvo sexualmente com você. Eu tenho, tal como você, muita sede de provar -te, ter você dentro de mim, fazer amor com você. Mas não posso, tenho o vírus do sida. Desculpa".
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