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Espaço Amigos da Literatura: "O Chifre" Por João Angelino - Portal Vany Musik

Por: Estevão Ngundia
Texto: João Angelino


Esconde-te, é o meu marido!
Ela estava freneticamente soada. Corria atrapalhada de um lado para o outro de cueca, tentando encontrar um esconderijo para mim.
Sinceramente eu não sabia o que fazer, não sabia se deveria gritar para ela, perguntando de que marido se referia sendo que ela jurou de pés juntos que não tinha nem sequer um namorado.

-Esconde-te... Por favor!
Era doloroso ouvir aquelas palavras de alguém que assegurou-me sempre que eu era o único na vida dela. 

Ela percebeu a minha asperidade, aproximou-se mais...
-Querido, eu sei que tenho muita coisa para o explicar, mas... Por favor, por tudo que é mais sagrado, ajuda-me. Esconde-te em algum sítio.

A ideia de esconder -me para não envergonha-la e talvez minimizar os atratitos, não encaixava na minha cabeça. Eu pareceria cúmplice, não, não, não dava.
-Por favor, faça-me este favor, dar -te-ei o que quiseres. Apenas esconda-te, por favor.
Desde a tenra idade fui embuido de princípios fundamentais que me fizessem sempre colocar o interesse dos outros em primeiro lugar. 
Não tinha outra escolha senão ceder ao pedido dela.
-Abra essa porta, sua...
Gritou o senhor do outro lado da porta. Tinha uma voz aguda, estava profundamente zangado. 

-Já vou meu amor, estou só vestindo... Esconde-te ali...
Falou baixinha, ela estava tão aturdida que soava toda.
Entrei no guarda-roupas, baixei e fiquei extremamente quietinho.
-O que há contigo? Porquê não abriste a porta desda aquela hora, ahn?
-Desculpa amor... 

Pegou-se nos cabelos, atrapalhada, falava coisas com coisas, estava inquieta, olhava regularmente o chão, desviava o contacto visual.
-Olha para mim! 

Ordenou o senhor completamente equivocado e enfurecido.
- O que andas cá a fazer? Eu trabalho e tu desbundas traindo-me, hein? Responda sua vadia!

Ele proferia palavras enquanto olhava de um lado para o outro para ver ou ouvir um possível homem. Eu estava ficando com dores por causa do muito tempo agaçado, ela percebeu isso.

-Amor, porquê não vamos a um Restaurante próximo?
Indagou ela desesperada.
-Estás horas? Que restaurante funciona estás horas?
Implicou o senhor estranhamente
-Ou podemos ir a um Hotel...Os hotéis estão sempre abertos.
Novamente ela enqueriu.
-Está bem.

Concordou plenamente o senhor.
Ela baixou e apanhou seu vestido que estava ao lado esquerdo da cama , vestiu-se. 
O senhor olhou atentamente para o local aonde estava o vestido e perguntou
-O que é issso?
Fogo, ele viu o preservativo que usamos, puxou-a já imediatamente a berros.
-O que é isso? Ah? Explica, sua... Com quem você se envolveu ? Vou matar esse desgraçado.

Eu precisava respirar, já estevi ali à uns bons minutinhos. Fiz uns movimentos ligeiros para endireitar-se. 
-Quem está aí? 
Gritou o senhor enfurecido. Abriu a porta do guarda-roupas.
-Saí daí agora?
Ele falava comigo apontando um revólver na minha cara.
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