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Espaço Amigos da Literatura: "Desarrumação da Vida" Por João Angelino - Portal Vany Musik

Por: João Angelino
Revisão: Estevão Ngundia

"A vida é tão séria, que muita gente pensa que ela é organizada.
Às vezes, durante o quintal da noite as estrelas passeiam ao silêncio do sono
E a lua toma conta dos nossos sonhos, enquanto o ser supremo toma o pequeno almoço da tristeza De sempre em sempre, ele observa as falcatruas humanas e deplora ter feito o homem"
- Ó querido, pára de ler...

Reclama minha esposa. Ela é sempre assim, nunca me deixa terminar as coisas. Está sempre em trabalho de reclamação. Sempre a exigir que eu a ouça.
- Já estou terminando amor. Estou apenas a terminar de definir alguns preceitos aqui. 
Afirmei só para acalmar as vicissitudes dela.

Há muita exigência social, entendo ser necessário trabalhar muito para aumentar significamente a renda mensal, por isso, tive de aceitar três empregos, o que me ocupa a partir das 6 horas até as 22 horas. Via minha mulher apenas na cama, já deitada com aquele sexy vestido de noite. As vezes, com um pouco de speed, dava vontade de tentar apalpar-na às nádegas, mas o cansaço consumia a minha vontade necessária. 
Apesar de estar a faltar muito para terminar de revisar a minha Coletânea, tive mesmo, à pedido da esposa que ir a cama, aliás, no processo do matrimônio a gente pega aquela traiçoeira caneta para afirmar que estaremos dispostos a aceitar todas as exigências do cônjuge mesmo em tamanhos êxtases.

Tinha mesmo que soltar o computador para tirar um cochilo, para aos menos conseguir cinco horas de sono. Talvez, pela manhã, antes do mal olhar da mulher, em manifestação de sua insatisfação, eu consiga uns minutos de boa disposição. Com a minha mulher, aprendi que o silêncio do sábio é mais perigoso que a ameaça do tolo. Ela já nem falava, só mantinha um contacto visual desagradável comigo. Ela tinha toda razão de o fazer. Quando se assume a vida à dois, é preciso muitos sacrifícios, é preciso às vezes, deixar o que gostamos para proporcionar felicidade ao lar.
As vezes, nós mesmos desarrumamos as nossas vidas por querer levar mais do que um osso.

Quando se escolhe a vida à dois, é preciso lembrar-se sempre que já não somos solteiros. A vida dá duras chapadas, que exige-nos sempre a lembrar das nossas responsabilidade. 
Conseguir uma mulher a altura dos seus padrões é uma dádiva, mas manter um relacionamento matrimonial saudável, é um exercício completamente extenuante. É necessário mais do que um cérebro, é necessário paciência, complacência e legítima afeição pelo cônjuge.
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