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Espaço Amigos da Literatura: "Embaraço da traição" - Portal Vany Musik

Por: João Angelino
Revisão: Portal Vany Musik
 
-Meu, preciso mesmo fazer essa viagem! Não estou acostumado à essa vida de merda, de ganhar miséria, não posso como das outras vezes perder está vaga. Meu, tens mesmo que desculpar-me, mas tenho mesmo que ir.
As palavras dele eram sinceras, aliás, o meu amigo e colega de trabalho sempre foi sincero comigo.
-Está bem meu chapa! Eu aguento a barra aqui. Pode ficar descansado...
Imediatamente ele saio da agência. O meu celular começou a tocar, era a minha namorada.
-Oi amor!
-Oi, estás bem?
A pergunta dela soava com um ar de preocupação...
-Estou querida, e com você?
-Estou bem também. Olha preciso de sua ajuda.
-Está bem! Diga-me, como te posso ajudar?
-Preciso que me emprestes 15 mil kwanzas para uma viagem eminente.
-Onde vais e o que vais lá fazer?
-Por favor, trata de não perguntar. Apenas diga-me se podes ou não emprestar?
Acho que todo homem sabe que emprestar a namorada é o mesmo que oferecer, não há retorno igualitário.
-Claro que te posso emprestar. Podes vir cá pegar...
-Obrigada, até já!
-Até já!
Ao meio de grandes somas de minutos, meu celular tocava novamente.
-Oi, estou aqui fora, queira por favor, vir ao meu encontro!
-Está bem, dentro de segundos saio.
Saí imediatamente da agência, ali estava ela, bonita como sempre, sexy e completamente estranha.

-Percebo que estás muito estranha. O que se passa exatamente? 
-Não é nada de especial, não te quero incomodar com bobagens. Esquece querido!
-Está bem. Já agora, está aqui o solicitado.
Entreguei -na o dinheiro, exatamente a soma que ela pediu.
-Obrigada querido! Vê-nos em breve! Tchau tchau...
Sinceramente eu não sabia porque ela me despedia, pois importa-nos a despensa quando sabemos onde vai o sujeito.
Dez horas depois, ela envia-me uma mensagem.
-Olá querido, já estou chegando...

Interiormente me perguntei, mas chegando aonde, exatamente? Aquilo causou-me uma balburdia emocional terrível. Tinha mesmo que tirar aquela purga da orelha.
-Mas onde estás mesmo?
-Estou na Cidade Capital.
-Ah, está bem!
Em alguns instante liga o meu amigo.
-Meu, aí está tudo controlado?
-Está tudo meu, e ao seu lado?
-De igual maneira, pois mesmo sem emprego digno o país está bom!
-Ahhhh, percebo, divirta -se meu irmão.
Antes mesmo que a conversa terminasse, indaguei...
-Óh meu, aonde é que estás mesmo?
-Não importa muito onde estou, o que importa mesmo é com quem estou...
-Então, com quem estás? 
-Com uma gostosa, uma gata, uma miúda que parece que não pisa no chau! Você vai gostar de conhecê-la!
-Aaaahh espero bem que sim! Qual é o nome dela?
-Ela tem o nome mais magnífico que já ouvi. Chama-se Amara.
Dentro de mim, Amara? Que coincidência. A minha namorada chama -se também Amara
-Onde ela mora? 

-Também mora lá mesmo no Huambo, mas está aqui, apenas há duas horas!
-Ela mora no Huambo?
Que muita coincidência.
-Mas porquê essas perguntas todas?
-Meu, a minha namorada de cá do Huambo, o nome dela também é este e ela foi aí hoje mesmo...
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