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Espaço Amigos da Literatura: "O quê que acontece depois da morte?" - Portal Vany Musik

Por: João Angelino
Revisão: Portal Vany Musik

Quando conheci a Amara, era como se o mundo tivesse virado sua atenção para nós. Era tudo tão magistral, lindo, tanto é que não me lembro de um dia ter me despertado nostálgico, era só alegria, felicidade e risos. Aquilo era a minha versão de paraíso. O que me faltava não fazia-me falta junto ou ao lado dela. Eu jurava de pés juntos que jamais a haveria de deixar, pois ela me proporcionava uma felicidade inigualável, imensurável e único.
Contam-se aos dedos os momentos que eu fiquei triste por causa dela. Com ela, era só alegria. 
Juro-vos que chorei de alegria quando ela aceitou o meu pedido de casamento, daí tudo tornou-se promissor... 

Casamo-nos cinco meses depois. 
Lembro-me do casamento como se fosse agora. Tudo estava em ordem, ela no maravilhoso vestido de noiva, trajava tudo à branca, com um semblante radiante e um sorriso magnífico... Ali estávamos, sentados em duas cadeiras para assinar um contrato que simbolizava o que eu sentia por ela. Eu não tinha receio do que podia advir depois de usar aquela caneta. Eu amava profundamente aquela miúda e tudo o que mais queria, era puder toca-la e mostrar por toda a eternidade o meu amor.
Nosso casamento sucedeu numa manhã de sexta-feira, à altas horas da noite era a nossa lua de mel, gemidos não faltaram, tudo estava tão claro e eu peguei o coração dela, literalmente com a minha mãe, dançamos aos compassos do destino desconhecido, Não sabíamos o que era
Eu não queria desistir dela em nenhuma vez 
Mas queria apenas beija-la devagar pois o meu coração é tudo o que eu tenho
E nos olhos dela, eu a vi-a segurando o meu
Nós dançávamos no escuro
Entre os nossos braços
Descalços sobre a cama e do tapete da sala 
Ouvíamos nossa música favorita
Quando ela dizia que parecia uma bagunça de felicidade 
Eu sussurava bem baixinho nos ouvidos dela
Mas ela me ouvia
Ela sempre estava perfeita, não importava a noite
pois lá no além, nós enxergávamos a nossa infinita felicidade. Estávamos em condições ideias para afeiçoar, espelhar a mão e mostrar amor ... A felicidade estava em cada centésimo, segundo, minuto e hora ao nosso favor...
Manhã de segunda-feira, dia do qual nunca me esquecerei, saímos ligeiramente para recebermos as felicitações de colegas de trabalho.
Ela saio em direção ao seu trabalho e eu, ao meu.
Ao final de alguns minutos, meu telefone tocava
-Aló, boa noite! É o Senhor Kapingãla? 
Meio assustado, mas tive mesmo que admitir.
-Sim, pois não?
-Senhor Kapingãla, sentimos informa-lo, mas a sua esposa sofreu um acidente de aviação e não resistiu...
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