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Espaço Amigos da Literatura: "Se Deus não ajuda, porquê negar o auxílio do Diabo?" - Portal Vany Musik

Por: João Angelino
Revisão: Portal Vany Musik

Estava muito frio naquela dia! Eu e a namorada, íamos a uma actividade cultural, que se dava semanalmente na arena provincial.

O clima favorecia unicamente e exclusivamente os casais, fui num período em que a temperatura média era de 19 graus máxima e 7 graus Celso de mínima. Aquele período não era para solteiros. 

A arena, por se tratar de um lugar público, estava ao relento, estava extremamente exposto ao ar, o que permitia que houvesse mais frio ainda.
Avistamos lá ao longe, no canto superior da arena, na última cadeira, uma senhora, vestida à tudo preto e carregava ao colo, uma bebé, aparentava ter uns seis meses de idade, junto dela, ao chão, estava uma pasta e uma sacola preta. É incomum, num período como aquele, em pleno frio do centro sul, uma pessoa com bebé ficar exposta ao frio. E o modo como ela olhava para o tráfego de veículos e pedestres, dava à percepção de que não é daqui. Ela olhava tão estranhamente para nós, que parecia alguém que chegou hoje de Marte. A minha namorada é tanto sensível que importa-se até com a vida de uma barata.

-Amor olha, ela deve estar perdida! 
Exclamou ela preocupada ao ver aquela estranha senhora ali.
-Que tal irmos falar com ela?
Perguntou-me!
Apesar de estar já desacordado, ainda prefer dar uma mauzinho.
-Oi, boa noite! Como vão vocês?

Indagou a minha namorada...
Apesar da estranha forma como olhou-nos, ainda assim emitiu sua opinião.
-Estamos bem, obrigada!

Entrecortou ela a conversa. A minha namorada é muitas vezes conhecida pela persistência, não aceita não no lugar de sim, daí então, avançou...
-Percebo que a senhora não está bem, aliás, eu tenho a plena certeza que a senhora jamais ficaria com a sua bebezinha ao relento... O que se passa? Conta-nos, talvez poderemos ajuda -la!

- Não sou de cá, vir para aqui a propósito da ligação do pai minha filha...
-E por quê a senhora está aqui ao relento? Não pudia ir a casa dum familiar próximo daqui?

A senhora olhou aos arredores e proferiu .
-Não quero ir a casa de nenhum familiar meu.
A minha namorada é a tal teimosa...
-Mas por quê?
Perguntou confusa 
-Não quero só mesmo.

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