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Espaço Amigos da Literatura: "A morte da Esperança" Por João Angelino - Portal Vany Musik

Por: João Angelino
Revisão: Portal Vany Musik

Amigos da literatura angolana, na edição de hoje quero partilhar com vocês um mito escrito por Plantão, quando este contava, que à quase três mil anos atrás, um povo vivia em cavernas e grutas, sob extrema escuridão e letargia, aquele povo não conhecia as maravilhas que conhecemos, não conhecia os rios, os bosques, as florestas, as savanas, os oásis, não tinha acesso directo a luz tão pouco ao ar.

Os jovens daquela tribo, estavam decepcionados, tristes, sem vontade de continuar a viver aquela vida, queriam mudar de vida, queriam trazer esperança para aquele povo. Então, certo dia eles levantaram-se, encontraram coragem, reuniram mantimentos e água e começaram uma jornada, em busca dos sonhos de um futuro melhor e de esperança.
Depois de alguns dias de caminhada, eles depararam-se com uma situação difícil que para sobreviver eles precisavam lutar, precisavam lutar sob extrema escuridão com animais ferozes, como Leão, anacondas, iguais as da Amazônia, elefantes, crocodilos, etc. Eles lutaram, rolaram, brigaram e ao final da luta, alguns perderam braços, outros perderam pernas, alguns olhos, outros orelhas e até mesmo muito deles perderam a vida. Exatamente vinte quatro horas depois, eles viram essa maravilha que vemos hoje, o sol, a lua, as estrelas, os rios, os bosques, tiveram acesso direto ao ar, eles ficaram tão felizes e maravilhados, abraçaram-se todos e choraram juntos de emoção.

Mas algumas horas depois eles voltaram a ficar tristes, pois lembraram-se dos seus familiares e amigos que ficaram lá naquela letargia. Então temos que voltar, concluíram eles. 

Novamente eles tiveram que lutar sob extrema escuridão com animais ferozes, como Leão, anacondas, iguais as da Amazônia, elefantes, crocodilos, etc. Eles lutaram, rolaram, brigaram e ao final da luta, alguns perderam braços, outros perderam pernas, alguns olhos, outros orelhas e até mesmo muito deles perderam a vida. 
Os sobreviventes foram felizes até ao povo e diziam:
-Gente vamos lá fora, lá há ar, há sol, lua, florestas, bosques, lá há esperança e uma vida melhor!

Infelizmente, naquela aldeia, havia uma lei, segundo a qual, ninguém podia trazer uma ideia que contrariasse à dos ancestrais, sob pena de ser queimado vivo frente à todos os aldeões. 

Aqueles jovens foram queimados vivos frente à todos os aldeões e com eles foram queimados também a esperança de um futuro melhor para aquele povo.
Onde se queimam livros acabam-se queimando pessoas, defende o adágio da sabedoria popular. 

Devemos contra qualquer hipótese, alimentar à nossa inteligência, devemos ler bons livros para construir as nossas ideias e talvez mudarmos uma parte da nossa região, da província, do país e até mesmo do mundo!
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