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Município do “Bailundo” comemora 118 anos com avanços notáveis em todos os sectores - Portal Vany Musik

POR: Estevão Ngundia

Huambo - A vila do Bailundo, 75 quilómetros a Norte da cidade do Huambo, completa hoje, quinta-feira, 118 anos desde a sua ascensão a esta categoria, com avanços consideráveis em quase todos os domínios da vida económica, social, política e cultural.

A circunscrição, que ascendeu à categoria da vila a 16 de Julho de 1902 através do decreto-lei nº 54 do Boletim Oficial nº1, mudou significativamente a sua imagem nos últimos 11 anos, depois de Angola conquistar a paz e reconciliação nacional no dia 4 de Abril de 2002.
Chamada por muitos como terra do Rei Ekuikui e Katyavala, trata-se da sede do município do Bailundo, com uma extensão de sete mil e 65 quilómetros quadrados e uma população estimada em 380 mil habitantes, distribuídos em 70 povoações comerciais e 568 bairros e aldeias que compreendem as suas cinco comunas: Hengue, Lunje, Bimbe, Luvemba e sede municipal.
Nesta região, encontra-se o “poderoso reino da tribo Ovimbundu”, fundado no século XV, então designado por Halavala.  
O reino do Mbalundo, um dos cinco da província do Huambo, é considerado, muitos anos depois do seu aparecimento, símbolo de resistência do povo contra a ocupação colonial e continua a marcar a história e a tradição nacional.
Bailundo em ascensão
Os últimos anos têm sido decisivos para a população do Bailundo, que tudo faz para que a vila venha a ser um cartão-de-visita aos que se deslocam à região,  encontrando ali um lugar cada vez mais acolhedor e aprazível, com a construção de hotéis e similares, tendo as obras da centralidade como o “expoente máximo” dos 118 de existência.
O novo centro urbano, em fase de acabamentos, possui três mil apartamentos, para além das infra-estruturas sociais de apoio aos futuros moradores.
Este gigante habitacional junta-se a outros projectos, com realce para a requalificação, nos últimos anos, da Ombala Mbalundo, que contemplou a construção do palácio do Rei, 35 residências para os membros da corte e os túmulos onde repousam os corpos dos soberanos Katiavala e Ekuikui II e IV, demonstrando, deste amo, a valorização das tradições culturais da região.
Verifica-se também um ritmo acelerado nos ramos da educação e saúde com a expansão deste dois serviços imprescindível para o bem-estar de qualquer sociedade, a par do aumento da produção agropecuária, distribuição de água potável e do fornecimento de energias eléctrica em todas às comunas.
O sector da Educação, nesta localidade, conta com mais de mil salas de aula em 130 escolas, onde estudam 120 mil alunos do ensino primário ao II ciclo do ensino secundário, num universo de dois mil professores.
Nesta região, está também instalado um pólo universitário – extensão do Instituto Superior Politécnico da Caála, que matriculou, antes da interrupção das aulas, no âmbito das medidas de prevenção da covid-19, mil e 300 estudantes em vários cursos de licenciatura.
O Bailundo cresceu igualmente no domínio da Saúde, com 30 unidades sanitárias, sendo dois hospitais municipais, cinco centros de saúde e 23 postos médicos, com 540 técnicos, quando, antes de 2002, ano do alcance da Paz e da Reconciliação Nacional, era impossível falar de atendimento médico-medicamentoso de qualidade.
De igual modo, é visível a realização de acções de para o reforço do saneamento básico em todas as localidades, no sentido de torná-la num encanto onde qualquer cidadão gostaria de estar e, ao mesmo tempo, afastar os munícipes de enfermidades como a malária, cólera, doenças diarreicas agudas e outras, que resultam da falta de higiene pessoal e comunitária.
Para um melhor conceito de bem-estar, as autoridades locais aguardam, neste momento, pelo aval do Ministério da Administração do Território (MAT), para a efectivação do processo de regularização da toponímia às ruas da vila, numa iniciativa local que visa, entre outros, homenagens os heróis da luta contra opressão colonial portuguesa, com a atribuição dos seus nomes.
As autoridades estão igualmente a prestar uma atenção especial ao melhoramento das vias de acesso entre o campo e a cidade, de modo a facilitar o escoamento dos produtos agrícolas das zonas de cultivo para os centros de consumo, como forma de incentivar os camponeses a fomento o agro-negócio nas comunidades rurais.
Conta com 45 mil famílias camponesas, agrupadas em 118 associações e sete cooperativas, que produzem num espaço, de aproximadamente 80 mil hectares, para além de 37 fazendas, em pleno funcionamento.
Impedida de festejar o aniversário, em função das medidas de prevenção e combate à gripe por coronavírus (covid-19), a vila municipal conta, neste momento, com uma Repartição Fiscal das Finanças, dos Correios de Angola e com agências do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco Internacional de Crédito (BIC), Banco de Fomento Angola (BFA) e do Banco Sol.
Breve percurso histórico do Reino do Bailundo
O Reino Bailundo foi sucessivamente atacado pelas tropas portuguesas durante o século XIX, tendo os mais conhecidos soberanos que ali reinaram resistido as confrontações militares até ao ano de 1896, altura em que o jovem capitão Justino Teixeira da Silva, transferido do Bié, onde fora também responsabilizado pela morte prematura do capitão-mor Silva Porto, acabou por derrotar o rei Numa II que acabara de suceder a Ekwikwi II, e ali se instalou.
A vila veio a ser denominada de Teixeira da Silva, tendo retomado o nome anterior de Bailundo após a independência do país em 1975.
FONTE: ANGOP
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