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Huambo: Doentes renais clamam por serviços de hemodiálise na província do Bié - Portal Vany Musik

Foto Ilustrativa
POR: Estevão Ngundia
FONTE: Angop/Huambo

Huambo - Os doentes com problemas de insuficiência renal, residentes na província do Bié, clamam pela abertura dos serviços de hemodiálise naquela região, para diminuir os custos de deslocação ao planalto central em busca de cuidados médicos, num percurso de 210 quilómetros.
Ouvidos pela ANGOP, os pacientes, que estão a ser assistidos pelo Centro de Hemodiálise do Hospital Central do Huambo, realçam que a instalação de uma unidade sanitária idêntica na vizinha província do Bié viabilizará o acesso de mais doentes renais a uma oportuna e eficiente assistência médica e medicamentosa.
Segundo eles, a abertura destes serviços na região reputa-se de grande importância, na medida em que vai acabar com os custos da deslocação do Bié para o Huambo, para o tratamento de hemodiálise.
Avelino Jamba, doente renal há mais de dois anos, informou que devido a falta destes serviços na província do Bié viu-se obrigado a deslocar-se para o Huambo, onde recebe assistência médica e medicamentosa.
Acrescentou que tem-se deslocado do Bié para o Huambo sempre que tiver de fazer sessões de hemodiálise, já que não pode mudar de residência, por ser funcionário público e chefe de família, apesar dos avultados custos com os transportes.
De acordo ainda com Avelino Jamba, na sua condição encontram-se muitos cidadãos, que por insuficiência de recursos financeiros para se deslocarem ao Huambo ou para se mudarem, de forma temporária, estão privados da assistência médica e medicamentosa, sendo a única forma de tratamento da doença.
Já Arleth Samete viu-se obrigada a trocar a sua terra natal pelo Huambo, por não suportar mais os gastos com as viagens na busca pelos cuidados de saúde.
Por este motivo, a cidadã, que se encontra desempregada, interrompeu a formação de nível superior, numa altura em que depende apenas de apoios familiares para custear a estada nesta região do planalto central, além do tratamento em si, com a aquisição dos medicamentos
Quem também  teve necessidade de deixar a província do Bié pelo mesmo motivo é Anónia Cristina, para melhor acompanhar o tratamento médico e medicamentoso do filho de 15 anos de idade, cujo problema foi-lhe diagnosticado no final de 2019.
Segundo ela, até ao princípio deste ano, também optava por efectuar viagens diárias, tendo acabado por desistir pelos gastos avultados em transporte e canseira do percurso de 210 quilómetros.
A hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, procedimento que retira do organismo resíduos que são prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos.
Inaugurado em 2013, o Centro de Hemodiálise do Huambo, que funciona de segunda a sábado, das 6 às 22 horas e de forma excepcional domingo, para questões de emergências, assiste, actualmente, 107 doentes com problemas de insuficiência renal crónica e aguda, num universo de 39 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e trabalhadores administrativos.
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